sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O olhar no ponto de venda

É consenso que o ponto de venda assume a cada dia maior importância no relacionamento do consumidor com marcas, produtos e serviços. Boa parte das verbas ligadas ao mercado publicitário vêm migrando de forma significativa para ações que, de alguma forma, envolvem o ponto de venda, o contato mais próximo, e por vezes mais segmentado, com o consumidor. Mais do que ponto de venda, é preciso ampliar este conceito para os canais de venda. O consumidor hoje, na sua roupagem de neoconsumidor multicanal, digital e global, transita e efetua compras de produtos e serviços muito fortemente na loja física (o ponto de venda tradicional), mas também se abastece online, em catálogos, na venda porta-a-porta, por telefone e assim por diante.

A questão que fica é: conhecemos suficientemente o consumidor, no seu momento de compra, na sua interação com esses canais? Conseguimos propor as estratégias mais efetivas para cada um?

Atualmente, o marketing, como ciência, propõe conceitos novos a cada dia. Alguns aplicáveis a situações muito específicas, outros aplicáveis a algumas realidades econômicas, outros aplicáveis apenas nos bancos acadêmicos e assim por diante. Mas um deles, especialmente, vem tomando força no cenário mundial e se refere ao Shopper Marketing, ou seja, o conjunto de ações que serão realizadas especificamente no canal e mais especificamente ainda, na loja física.

Não é por outro motivo que o trade marketing nas indústrias vem tomando o vulto que vem tomando e recebendo tamanho aporte de verbas. Não é à toa também que empresas de serviços também acabam formatando áreas muito semelhantes às de trade marketing das indústrias. Por outro lado, os varejistas destacam cada vez mais gente para cuidar de operações em lojas.

Tudo isso é extremamente válido, e, além disso, valioso, mas pode colocar em risco orçamentos milionários se as ações não incorporarem aquilo que Paco Underhill chama de “janela ideal para que o consumidor compreenda o que está sendo feito”. Sem dúvida, essa janela tem estrutura calcada na criatividade e na inovação e é formada por materiais que se amparam nas boas técnicas do marketing e comerciais, mas possui sua parte envidraçada construída em cima de dados coletados em muita pesquisa de mercado.

Nesse caso específico, a pesquisa de mercado deve se preocupar em conhecer o comportamento do consumidor, em seu exato momento de compra, ou melhor, de interação com o canal de venda, com a loja, de forma a tornar os dados mais relevantes e aplicáveis. Isso exige muito trabalho nos corredores ou então nas navegações online. Muita observação; muita coleta de dados em tempo real; muita agilidade; e por outro lado, muito conhecimento da realidade de operações, especialmente em lojas. Conhecer a fundo a rotina de promotores, os processos de chão de loja e de retaguarda, as negociações entre varejistas e fabricantes, por exemplo, torna-se imprescindível para uma boa análise.

Historicamente, o que não invalida sua aplicação para diversas atividades, a pesquisa normalmente fala do passado, quando remonta ao comportamento de consumo; ou então de futuro, quando utiliza técnicas projetivas para que os consumidores possam antever atitudes ou mudanças de hábitos que possam vir a ocorrer à frente.

Muitas empresas de pesquisa de mercado incorporaram ao longo da última década, e mais fortemente ao longo dos últimos cinco anos, áreas que chamam de Shopper Insights ou Shopper Behavior, ou mesmo Shopper Experience e outros nomes pomposos, mais pelo anglicismo do que pelo conteúdo que entregam. Algumas empresas efetivamente realizam trabalhos excepcionais, mas outras criam técnicas derivadas das artes cênicas e produzem mais pirotecnia do que informação. Incorporam-se a essas técnicas cênicas, por exemplo, as visitas a lares de consumidores feitas por um pesquisador treinado e experiente, mas acompanhado por um tradutor, um cinegrafista, um iluminador e mais quatro ou cinco gringos que chegam a lugares como a favela de Heliópolis, em São Paulo; ou então o bairro do Coque, em Recife (PE), e literalmente invadem uma casa de sala, cozinha e banheiro para captar o “genuíno comportamento do consumidor emergente brasileiro”.

Não basta apenas coletar informações, por mais sérios que sejam os métodos. É preciso mergulhar a fundo nos processos; no atendimento oferecido; na comunicação; nos treinamentos que são realizados pelas empresas; e no processo de recrutamento de promotores, de atendentes de loja, dos SACs, etc. Sem isso a visão fica prejudicada e pode direcionar ações de forma equivocada.

É preciso, portanto, que os projetos que envolvam o relacionamento do consumidor com o canal sejam amplos o bastante para evitar que ações pouco eficientes sejam tomadas. Mais do que simplesmente receber um briefing de pesquisa de mercado e sobre ele elaborar uma proposta, as empresas de consultoria de informação devem buscar ampliar os horizontes do projeto, mas ao mesmo tempo fazer o cliente perceber os ganhos e benefícios dessa ampliação do escopo de análise. Aliás, esse é outro ponto fundamental: todas as ações ligadas ao Shopper Marketing devem ser mensuráveis e comparáveis ao longo do tempo, pois os investimentos aí aportados obrigam a uma incessante busca por rentabilização.

Luiz Goes (lgoes@gsmd.com.br), sócio-sênior e diretor da GS&MD – Gouvêa de Souza - repassado de Barrosb [barrosb@uol.com.br]

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Natal muito feliz para o varejo

O natal de 2010 foi um dos mais felizes dos últimos tempos para o setor de varejo. De acordo com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, foi o melhor dos últimos dez anos, superando o último recorde, que havia sido em 2007. Os shoppings centeres, especificamente, também tiverem resultados bastante positivos no mês de dezembro em todo o país. Segundo dados da Alshop, as vendas somaram em 2010 quase 100 bilhões de reais, o correspondente a 16% do faturamento no varejo em geral.

O grupo Ancar Ivanhoe registrou recorde de vendas em dezembro em 13 de seus 15 shoppings e atingiu a marca de um bilhão de reais em vendas pela primeira vez. A média de aumento de vendas foi de 13% comparado com dezembro de 2009. “Foi o melhor Natal dos últimos cinco anos. Somente as vendas de dezembro superaram 1,2 bilhão de reais”, diz Ilton Nóbrega, diretor de Shoppings da Ancar Ivanhoe.

A menina dos olhos do grupo foi o Shopping Eldorado, na zona Oeste de São Paulo, que atingiu a cifra de 9 dígitos em um único mês pela primeira vez em 30 anos de existência, 100,8 milhões de reais, um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2009.

Presente em todas as regiões do Brasil, o Ancar Ivanhoe oferece uma boa radiografia de como o consumo está aquecido no país e não mais restrito às regiões Sul e Sudeste como ocorria no passado. O Shopping Conjunto Nacional, em Brasília, superou 100 milhões de reais em vendas no mês de dezembro, fechando 2010 com um acumulado de 900 milhões de reais, um crescimento de 9% ante os resultados de 2009. O Porto Velho Shopping, único shopping de Rondônia, também registrou, no mês do natal, a melhor venda da história, 34% superior em relação a dezembro de 2009.

Fonte: Revista Exame - http://ow.ly/3H65a

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Só o amor não é suficiente...

Aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar...

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O AMOR É ÚNICO,
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A  SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta... Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA.

Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO. Agressões zero.

Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar só é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande, mas não são dois. Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta. Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!
Autoria: Artur da Távola.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Convite




Cidade: GARANHUNS - 24, 25 DE JANEIRO DE 2011
Local: Hotel Tavares Correia - fone 87-3762.0250
Se preferir nesta cidade, por favor, CLIQUE AQUI, para reservar uma data!

Cidade: CARUARU - 26, 27, 28 DE JANEIRO DE 2011
Local: Hotel Eduardo de Castro - fone 81-3724.8360
Se preferir nesta cidade, por favor, CLIQUE AQUI, para reservar uma data!

Cidade: SERRA TALHADA - 31 DE JANEIRO, 01,02  DE FEVEREIRO DE 2011
Local: São Cristóvão Hotel - fone 87-3831.1093
Se preferir nesta cidade, por favor, CLIQUE AQUI, para reservar uma data!

Cidade: RECIFE - 31 DE JANEIRO, 01,02,03,04 DE FEVEREIRO DE 2011
Local: Internacional Palace Hotel - fone 81-4009.2500
Se preferir nesta cidade, por favor, CLIQUE AQUI, para reservar uma data!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

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A transformação da moda ao longo dos anos.

Poucas palestras têm chamado a atenção das pessoas na centésima edição da NRF. Uma delas foi a de David Wolfe (foto). Falando sobre o 100 anos de moda e dando uma visão futurista para 2012, o diretor de criação e de design da Doneger apontou que o novo “pretinho básico” agora é branco. As mulheres que não quiserem errar, podem usar o branco. Mas a moda é muito mais do que cores. É cultura.

Segundo Wolfe, a moda representa a sociedade e ela se transformou no último século junto com o mundo. Alguns símbolos, como a calça jeans, não mudaram. “E realmente eles não têm que mudar”, afirma. Mas muita coisa mudou, principalmente para as mulheres. O ponta pé foram as roupas com mais movimento, a partir da década de 1920, quando elas já começam a ganhar espaço na sociedade.

A era do Jazz promove ainda vestimentas que deixam a mulher com a perna de fora. Os cabelos acompanham a transformação. Cada época é marcada por um corte. Os cosméticos também têm destaque. Eles são anunciados pela recém criada categoria de celebridades do cinema. Os filhos nascem e, com eles, novos formatos de roupa são desenhados.

A moda também teve uma forma de expressão no pós-guerra. Vem dessa época o biquíni. Até as artes influenciaram o modo de vestir com roupas estampadas como um quadro. Nos anos 1950, as peças pareciam com o guarda-roupas da Barbie. Vinte décadas à frente, a moda se altera novamente influenciada pela mídia nos Estados Unidos. A elegância da princesa Diana dita tendência e visuais de cabelo no século XX, marcado também pela predominância das marcas. Agora, na era da internet, que também traz a sua inspiração fashion, a moda é influenciada pela tecnologia e pela multiplicidade de opções

Fonte:
by Bruno Mello, direto de Nova York
para: http://www.mundodomarketing.com.br